segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Saiba como escolher a água mineral mais saudável

27/12/2013 | 11h41
Especialistas dão dicas sobre como equilibrar a quantidade de sódio e outros elementos Saiba como escolher a água mineral mais saudável Lauro Alves/Agencia RBS Zero Hora analisou o rótulo de dez marcas de água mineralFoto: Lauro Alves / Agencia RBS Cândida Hansen candida.hansen@zerohora.com.br Um dos poucos alimentos que são liberados de forma quase unânime por médicos e nutricionistas é a água. Bebê-la não tem contraindicação. Mas você já deu uma olhada no rótulo da garrafa de água mineral que o acompanha todos os dias? Pois muita gente andou olhando e não gostou do que viu. A quantidade de sódio e a variação desse elemento entre uma marca e outra é de causar engasgos. Para tirar a prova, Zero Hora fez um teste: consultou o rótulo de 10 marcas de água mineral. Foi constatado que a quantidade pode variar de 3,086mg/l até 103,86mg/l, o que representa uma diferença de mais de 3.000%. Apesar de esses números assustarem, nenhuma marca de água mineral está fora dos limites aceitáveis pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é de 600 mg/l. Ainda assim, os especialistas recomendam atenção na hora de escolher a água que você vai beber. — A nossa alimentação já tem muito sódio, que consumimos por meio dos produtos industrializados e do tempero que adicionamos, e ainda vamos ingerir mais na água? Ela deveria ser uma fonte de hidratação, e não o contrário — afirma a nutricionista e professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) Raquel Dias. De uma forma geral, o excesso de sódio na alimentação causa retenção de líquidos, o que leva ao aumento da pressão arterial. Por isso, o alerta serve principalmente para as pessoas que sofrem com hipertensão, problemas cardiovasculares e renais, que são potencializados com o alto consumo desse elemento. Mas a qualidade da água não depende somente da quantidade de sódio que ela contém. Há diversos outros fatores que devem ser considerados, como o índice de pH. O "potencial hidrogeniônico" é uma escala que mede o nível de acidez da água. A recomendação da American Public Health Association é que o pH varie de 7 a 10, o que caracteriza uma água neutra ou alcalina. Nas marcas pesquisadas por ZH, foi encontrada uma variação grande neste índice: de 5,45 (água ácida) até 9,58 (água alcalina). — A qualidade da água é determinada pela quantidade e pela qualidade dos minerais que ela contém. O ideal é sempre analisar os elementos de cada água para saber se você está comprando um bom produto — complementa o professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Luiz Olinto Monteggia. Para saber qual a melhor escolha, a nutricionista e professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Gilberti Hubscher recomenda: — O sódio deve ser o primeiro fator a ser analisado, mas o ideal é buscar um equilíbrio entre um bom pH, uma quantidade pequena de sódio e bons níveis de outros minerais importantes para a saúde, como o potássio e o magnésio. PARA LER O RÓTULO Quanto menos melhor — Sódio — Cloreto — Vanádio — Sulfato — Bário — Nitrato — Zinco — Lítio pH O potencial hidrogeniônico recomendado é entre 7 e 10 — Todas as águas têm quantidade de sódio abaixo do limite indicado pela Anvisa, mas especialistas lembram que pessoas hipertensas ou com problemas cardiovasculares e renais devem procurar as de menor teor do componente. Por que tanta diferença no sódio? De acordo com o professor Luiz Olinto Monteggia, as características das águas minerais são determinadas pelo contato que elas sofrem com as rochas do subsolo, de onde normalmente são captadas. Algumas águas têm um teor um pouco mais alto de sódio naturalmente, mas os índices mais altos, normalmente acima de 20mg/l, costumam ser resultado da adição de sódio à água. Esse processo é feito para equilibrar outros fatores do produto, como sais e pH. Quanto por dia? A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma ingestão diária de até 2.000mg de sódio por dia. Se você beber um litro de água mineral com 103,06 mg de sódio, já estará consumindo cerca de 5% da sua cota diária. E a água da torneira? As fontes da água da torneira mudam em cada região ou cidade. Para saber a composição química daquela que chega à sua casa, é preciso solicitar a informação para a companhia de saneamento que a fornece na sua cidade. É obrigação dela informar. Toda a água fornecida passa por diversas avaliações microbiológicas que precisam garantir sua qualidade. OS RÓTULOS DE 10 MARCAS PUREZA VITAL (mg/l) Sódio — 3,086 Bicabornato — 137,14 Cálcio — 24,20 Magnésio — 14,22 Cloreto — 9,84 Potássio — 3,08 Nitrato — 2,44 Sulfato — 1,14 Fluoreto — 0,09 pH — 7,44 VERSANT (mg/l) Sódio — 14,59 Bicabornato — 46,23 Cálcio — 3,03 Magnésio — 2,20 Cloreto — 4,70 Potássio — 1,09 Fluoreto — 0,97 Lítio — 0,011 Vanádio — 0,02 pH — 6,66 FLORESTA (mg/l) Sódio — 16 Cálcio — 41,06 Magnésio — 1,21 Potássio — 4,00 Sulfato — 7,20 Bicarbonato — 155,73 Fluoreto — 0,12 Nitrato — 5,80 Cloreto — 5,16 pH — 7,0 ÁGUA DA PEDRA (mg/l) Sódio — 23,02 Cálcio — 25,18 Potássio — 1,09 Fluoreto — 0,11 Bicarbonato — 122,83 Silício — 30,17 Magnésio — 4,44 Cloreto — 8,47 Zinco — 0,02 pH — 7,2 SÃO LOURENÇO (mg/l) Sódio — 30,17 Bicarbonato — 258,88 Potássio — 30,52 Cálcio — 26,49 Magnésio — 11,21 Sulfato — 2,42 Cloreto — 1,38 Nitrato — 0,91 Bário — 0,35 Fluoreto — 0,11 pH — 5,45 PERRIER (mg/l) Sódio — 9,5 Bicarbonato — 430 Cálcio — 160 Cloro — 22 / ou cloreto Potássio — 1 Magnésio — 4,2 Nitrato — 7,8 Sulfato — 33 pH — 5,5 SARANDI (mg/l) Sódio — 71,00 Bário — 0,01 Cálcio — 2,00 Potássio — 6,00 Carbonato — 21,54 Bicarbonato — 89,01 Fluoreto — 1,19 Cloreto — 0,83 Sulfato — 51,86 pH — 9,35 CRYSTAL (mg/l) Sódio — 103,60 Bicarbonato — 71,56 Cálcio — 0,308 Cloreto — 1,47 Fluoreto — 1,06 Magnésio — 0,043 Potássio — 0,213 Sódio — 103,60 Vanádio — 0,103 pH — 9,58 PURIS (mg/l) Sódio — 3,993 Bário — 0,012 Cálcio — 25,140 Magnésio — 7,053 Potássio — 2,392 Nitrito — 0,005 Nitrato — 0,090 Fluoreto — 0,070 Cloreto — 0,080 Fosfato — 0,200 Bicarbonato — 124,41 pH — 6,98 CHARRUA (mg/l) Sódio — 20,90 Cálcio — 9,63 Magnésio — 4,65 Potássio — 3,27 Sulfato — 2,3 Bicarbonato — 37,73 Fluoreto — 0,39 Nitrato — 34,10 Cloreto — 21,86 Silício — 16,14 pH — 5,83 Observação: algumas marcas podem apresentar uma quantidade de sódio (entre outros componentes) diferente para cada Estado onde são comercializadas. A explicação é porque as águas podem ser de fontes diferentes.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Como se produz a água com gás?

Alquimia Borbulhante Como se produz a água com gás? Isso torna mais fácil agregá-los ao líquido”, afirma o geólogo Uriel Duarte, da Universidade de São Paulo (USP). por Cristina de Moraes (Amália Lucy Soares Querino, Juiz de Fora, MG) A grande maioria das marcas que encontramos à venda é gaseificada artificialmente, em um processo industrial idêntico ao dos refrigerantes: retira-se o oxigênio presente no líquido e injeta-se, em seu lugar, gás carbônico. A água tem de ser resfriada para absorvê-lo. “Gases a baixas temperaturas têm menor movimento molecular. Isso torna mais fácil agregá-los ao líquido”, afirma o geólogo Uriel Duarte, da Universidade de São Paulo (USP). Já o processo natural de formação de água carbogasosa ou carbonatada – como é chamada pelos cientistas – surge do aquecimento subterrâneo. As fontes estão situadas em regiões onde ocorreram vulcões ou onde a camada de magma está mais próxima da superfície. “Nesses locais, os condutos de magma atravessam as rochas até alcançarem os aqüíferos, reservatórios subterrâneos de água. O calor intenso quebra as moléculas dos minerais contidos na água, liberando vapores e incorporando os gases ao líquido”, diz Uriel. Existe ainda outra possibilidade: “O gás carbônico também pode ser formado pela oxidação da matéria orgânica presente no aqüífero”, afirma o hidrogeólogo Ricardo Hirata, também da USP. De qualquer forma, muitas águas gasosas naturais podem apresentar teor de gás carbônico baixo para as convenções comerciais e, nesse caso, recebem artificialmente um reforço de CO2. Na terra como na fábrica Quando não vem da natureza, a água carbonatada é obtida em processo industrial Gaseificação natural 1. Condutos de magma aquecem o aqüífero (reservatório subterrâneo de água) 2. O calor libera os minerais da água, agregando a ela gases e vapores. Além disso, a oxidação da matéria orgânica presente no aqüífero também produz gás carbônico incorporado pela água 3. A água aquecida fica mais leve e sobe até uma fonte na superfície. Se o teor de gás for baixo para os padrões comerciais, ele é reforçado artificialmente Gaseificação artificial 1. A água mineral retirada da fonte é armazenada em um reservatório 2. O líquido é bombeado até o chamado desairador, onde o oxigênio dissolvido na água é retirado para dar lugar ao gás carbônico 3. No resfriador, a água tem sua temperatura abaixada para 5 oC, para facilitar a absorção do gás carbônico 4. O carbonatador é um tanque pressurizado, alimentado por CO2, para onde a água resfriada é borrifada. A pressão e a temperatura permitem que o CO2 ocupe o espaço que antes era do oxigênio

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Classificação das águas minerais

Águas minerais são aquelas que por sua composição química ou características físico-químicas são consideradas benéficas à saúde. A rigor, toda água natural, por mais pura que seja, tem um certo conteúdo de sais. As águas subterrâneas são especialmente enriquecidas em sais retirados das rochas e sedimentos por onde percolaram muito vagarosamente. Durante muito tempo acreditou-se que as águas minerais tinham uma origem diferente da água subterrânea. Sabe-se hoje, contudo, que ambas têm a mesma origem: são águas de superfície que se infiltraram no subsolo. As águas minerais são aquelas que conseguiram atingir profundidades maiores e que, por isto, se enriqueceram em sais, adquirindo novas características físico-químicas, como, por exemplo, pH mais alcalino e temperatura maior. Para que a água atinja grandes profundidades é necessário que encontre descontinuidades nas rochas, como fraturamentos e falhas geológicas. Sua temperatura será tanto maior quanto maior for a profundidade, devido ao gradiente geotérmico local. Seu conteúdo em sais guarda uma relação direta com o calor, pois a capacidade de dissolver minerais e incorporar solutos aumenta com a temperatura. Admite-se que uma parte muito pequena das águas minerais sejam provenientes de atividades magmáticas na crosta terrestre. Isto ocorre nas áreas com atividade vulcânica atual ou recente. No Brasil, a maior parte das ocorrências de águas mineralizadas se dá na forma de fontes naturais. Hoje, com o avanço da tecnologia de perfuração de poços profundos, pode-se prever que esta passará a ser a forma predominante de captação. As vantagens da captação através de poços são muitas: Produção segundo a demanda; controle mais barato e efetivo da qualidade bacteriológica da água; captação mais profunda e longe da influência das águas rasas, mais recentes e menos mineralizadas. CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS MINERAIS NATURAIS Segundo o Código de Águas do Brasil (decreto-lei 7.841, de 8/08/45), em seu artigo 1°, águas minerais naturais "são aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa". Neste código as águas minerais naturais são classificadas segundo suas características permanentes e segundo as características inerentes às fontes. 1- CARACTERÍSTICAS PERMANENTES Quanto à composição química, as águas minerais naturais são assim classificadas: I- Oligominerais: aquelas que contêm diversos tipos de sais, todos em baixa concentração. II- Radíferas: quando contêm substâncias radioativas dissolvidas, que lhes atribuam radioatividade permanente. III- Alcalina-bicarbonatadas: as que contêm, por litro, uma quantidade de compostos alcalinos equivalentes a, no mínimo, a 0,200g de bicarbonato de sódio. IV- Alcalino-terrosas: as que contêm, por litro, uma quantidade de alcalinos terrosos equivalentes a, no mínimo, 0,120g de carbonato de cálcio, distinguindo-se: IVa- Alcalino-terrosas cálcicas: as que contêm, por litro, no mínimo, 0,048g de cátion Ca, sob a forma de bicarbonato de cálcio. IV.b- Alcalino-terrosas magnesianas: as que contêm, por litro, no mínimo, 0,030g de cátion Mg, sob a forma de bicarbonato de magnésio. V- Sulfatadas: as que contêm, por litro, no mínimo, 0,100g do ânion SO4, combinado aos cátion Na, K e Mg. VI- Sulfurosas: as que contêm, no mínimo, 0,001g do ânion S. VII-Nitratadas: as que contêm, por litro, no mínimo, 0,100g de ânion NO3 de origem mineral. VIII- Cloretadas: as que contêm, por litro, no mínimo, 0,500g de NaCl. IX- Ferruginosas: as que contêm, por litro, no mínimo. 0,005g de cátion Fe. X- Radioativas: as que contêm radônio em dissolução, obedecendo aos seguintes limites: Xa- Fracamente Radioativas: as que apresentam, no mínimo, um teor em radônio compreendido entre 5 e 10 unidades Mache, por litro, a 20°C e 760mm de Hg de pressão; Xb- Radioativas: as que apresentam um teor em radônio compreendido entre 10 e 50 unidades Mache por litro, a 20° C e 760mm de Hg de pressão; Xc- Fortemente Radioativas: as que possuírem um teor em radônio superior a 50 unidades Mache, por litro, a 20°C e 760mm de Hg de pressão. XI- Toriativas: as que possuem, por litro, no mínimo, um teor em torônio em dissolução equivalente, em unidades eletrostáticas, a 2 unidades Mache. XII- Carbogasosas: as que contêm, por litro, 200ml de gás carbônico livre dissolvido, a 20°C e 760mm de Hg de pressão.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Beber diariamente um litro de água mineral, rica em sílica, pode prevenir o declínio cognitivo

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Beber diariamente um litro de água mineral, rica em sílica, pode prevenir o declínio cognitivo, ou seja, a diminuição da percepção, atenção, e memória dos doentes de Alzheimer e ajuda a remover o alumínio do organismo, o que limpa o sangue.
A conclusão é de um estudo britânico publicado na revista científica Journal of Alzheimer's Disease.
Sílica é um mineral abundante na natureza e está dissolvido, em pequenas quantidades, em águas de rios, lagos e lençóis freáticos.
Cientistas da Universidade de Keele, no Reino Unido, estudou 30 voluntários - 15 homens e 15 mulheres - com Alzheimer.
Os participantes beberam um litro de água mineral da marca malaia Spritzer, que apresenta uma elevada concentração de sílica, todos os dias durante 13 semanas.
A maioria dos envolvidos não mostrou qualquer novo sinal de deterioração cognitiva depois da experiência e, em três dos doentes, observou-se até uma melhoria na saúde mental. 
"O mais interessante é que, de fato, testemunhamos a existência de uma relação potencial entre a remoção do alumínio e uma melhoria na função cognitiva. É muito improvável ver este tipo de mudança num período de tempo tão curto, pelo que a observação das alterações foi uma grande surpresa", disse Christopher Exley, que coordenou a pesquisa. 
No decorrer do estudo, os pacientes que seguiram a "terapia da água" tiveram uma enorme redução nos níveis de alumínio no organismo.
A diminuição foi de no mínimo de 50% e, em alguns casos, chegou aos 70%.
Depois, os voluntários foram avaliados por um método de diagnóstico, que inclui 'jogos' de memória e tarefas simples como desenhar um relógio, algo que pode ser difícil para pessoas cuja função cognitiva está se deteriorando. 
"Vimos melhorias em alguns casos, uma manutenção da situação em outros e, numa menor percentagem dos pacientes, a degradação continuou", concluiu o cientista, sublinhando que a ingestão de um litro de água é mais eficaz se esta for ingerida gradualmente, em vez de ser bebida de uma só vez em grandes quantidades. 
Agora a equipe pretende desenvolver estudos mais aprofundados para compreender se será possível reduzir o risco de Alzheimer nas pessoas predispostas a vir a sofrer da doença.
"São pessoas com uma idade entre os 40 e os 60 anos. Se conseguírmos incluír a água mineral rica em sílica nas suas dietas no futuro, e diminuir o perigo de virem a sofrer da patologia, seria fantástico", concluiu.
Detalhes no Daily Mail e no Journal of Alzheimer's Disease.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Agua Mineral de Cor Preta

Essa é muito doida. Uma empresa russa inventou uma água mineral que é como qualquer outra, com apenas um pequeno diferencial: Ela é preta! Não, não se trata de corante. A água mineral não é gaseificada e contém todos os nutrientes que as águas minerais disponíveis na prateleira tem, porém, ela contém também um ácido chamado ácido fúlvico, um antioxidante de origem natural. Ele deixa a água completamente preta, parecendo mais com óleo queimado do que com água. A garrafa está sendo vendida por cerca de dois dólares. Segundo o fabricante, além do ácido fúlvico, a água mineral preta contém outros 77 oligoelementos necessários para o bem estar da pessoa.

terça-feira, 17 de julho de 2012

As impurezas que a água esconde

17 / 07 / 2012 O Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) do Ministério do Meio Ambiente (MMA) aprovou moção que propõe ações de ciência e desenvolvimento de tecnologias destinadas à melhoria de técnicas de monitoramento e tratamento de cursos d’água para abastecimento humano e seus afluentes. O objetivo desta iniciativa é incentivar a pesquisa e a adoção de tecnologias capazes de retirar da água distribuída às residências as nanopartículas – porções de material de apenas alguns átomos de tamanho, com propriedades muito diferentes do mesmo material em grandes quantidades – poluentes, orgânicas e inorgânicas, além de eliminar os micro-organismos patogênicos. “Essas nanopartículas poluentes não são eliminadas com o tratamento atual que se dá à água, por isso é necessário investir em pesquisa e tecnologia, e no uso de membranas importadas para melhorar o processo”, explica o coordenador-geral de Mudanças Globais de Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Sanderson Leitão, conselheiro do CNRH/MMA. Segundo ele, os métodos atuais não são efetivos. “A tendência é aumentar a contaminação por micropoluentes que causam, por exemplo, câncer, infertilidade, outros distúrbios metabólicos e endócrinos, para citar alguns problemas, e isso é muito preocupante”, insiste Leitão, autor dessa moção junto ao Conselho. Drogas e aditivos - No texto da moção aprovada pelos integrantes do CNRH consta uma lista de micropoluentes emergentes, provenientes de medicamentos, drogas ilícitas, produtos de beleza, higiene pessoal e limpeza, de aditivos industriais, aditivos de gasolina, agrotóxicos e produtos resultantes da transformação desses micropoluentes. Segundo Sanderson Leitão, essas são algumas das substâncias que escapam à filtragem e tratamento químico dado à água destinada ao consumo humano, ingeridas diariamente pelos brasileiros. Entre as últimas deliberações do Conselho Nacional de Recursos Hídricos estão os critérios gerais de classificação de barragens por categoria de risco, dano potencial associado, e pelo seu volume. Os conselheiros também aprovaram diretrizes destinadas a implementar a Política Nacional de Segurança de Barragens e a atuação do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens; além dos critérios e linhas normativas que permitam colocar em prática os instrumentos de outorga e de enquadramento em rios efêmeros (secam numa determinada época do ano) e intermitentes. “A outorga confere ao interessado o direito de captar água ou de lançar resíduos em um curso de água e o enquadramento define a quantidade e a qualidade da água, além de estabelecer metas futuras compatíveis com o uso que se quer dar a um rio intermitente e a um efêmero”, esclarece Ana Cristina Mascarenhas, gerente de apoio do CNRH/MMA. Atribuições - Ela destaca, ainda, as principais atribuições do conselho, conforme o estabelecido pela Lei de Segurança das Barragens (12.334/2010), que estabeleceu a Política Nacional de Segurança de Barragens: definir como será a implementação da Política Nacional de Segurança de Barragens e como será a atuação do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens. Ana Cristina explica que cabe ao Conselho analisar o relatório de segurança de barragens, inclusive propondo melhorias nas obras existentes. “Depois de avaliar e discutir o relatório, o CNRH o encaminhará ao Congresso Nacional para deliberações”, acrescentou. (Fonte: Luciene de Assis/ MMA) Esta entrada foi escrita em Clipping e tags águas, poluição

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Bioleve lança água com colágeno e energético popular

Autor(es): Por Daniele Madureira | De São Bernardo do Campo (SP) Valor Econômico - 20/06/2012 O mercado de água mineral gira em torno de R$ 2 bilhões ao ano no Brasil. Mas não foi isso o que influenciou o ex-vice presidente do Credibanco, Flávio Aragão, quando ele decidiu comprar, no fim dos anos 80, uma área de 120 hectares em Lindóia, a 156 quilômetros da capital paulista. "Queria preparar a minha aposentadoria", diz o engenheiro industrial, hoje com 66 anos. No local onde construiu uma casa de veraneio de 1,2 mil metros 2 para a família, ele pretendia fazer um lago, mas descobriu uma fonte de água mineral. O que serviria apenas como opção de lazer se transformou na Bioleve, fabricante de bebidas que responde pela metade do faturamento anual de R$ 120 milhões do Grupo Flasa, comandado por Aragão. Agora, a ordem é rejuvenescer: a empresa prepara o lançamento de uma água com propriedades funcionais, que promete melhorar a textura da pele. Na pesquisa e desenvolvimento da água com colágeno, fibras e vitaminas a Bioleve está investindo R$ 1 milhão. A novidade deve chegar ao varejo dentro de três meses e, segundo Aragão, não tem similares no país. "Na Europa, a água com propriedades funcionais é uma tendência", diz o empresário, que pretende voltar a comunicação do produto à terceira idade. O colágeno é uma proteína responsável pela elasticidade da pele e cuja produção começa a diminuir com o tempo. A Bioleve já fabrica a Bio Flavor, uma água com sabor e enriquecida com fibras e vitaminas E, B3, B6 e B12. "Vamos relançar a Bio Flavor com colágeno", diz ele. A Bioleve é a quarta colocada no ranking nacional de volume envasado de água mineral, um mercado extremamente pulverizado, marcado por empresas regionais, mas que vem chamando a atenção de multinacionais como a Nestlé e a Coca-Cola Femsa. A Bioleve está atrás do Grupo Edson Queiroz (dono das marcas Indaiá e Minalba), da Schincariol e da Ouro Fino. "Nosso crescimento tem sido de 15% a 20% ao ano nos últimos anos mas, este ano, vamos crescer 10%, para R$ 60 milhões", afirma Aragão. "Há um excesso de oferta de água e os preços ficam reprimidos, o que nos faz investir em produtos de maior valor agregado, como a água com colágeno", diz ele. A empresa tem diversificado o portfólio nos últimos anos, com o lançamento de chás, isotônicos, refrigerantes e sucos. Há três meses, lançou o energético Bio Energy. "O produto está tendo uma ótima aceitação, em especial nas classes C e D", diz Aragão. O Bio Energy é cerca de 30% mais barato que o Red Bull, líder da categoria. No energético e na mudança de embalagem de algumas linhas, como a Prime, de águas, a Bioleve está investindo outros R$ 2 milhões este ano. A empresa, que já fornece água mineral "personalizada" para as redes Burger King, Frango Assado, Habib"s, Ragazzo, além da seguradora Porto Seguro e da Azul Linhas Aéreas (a marca de terceiros aparece ao lado do nome Bioleve) negocia agora a produção terceirizada de sucos para uma grande multinacional, que ainda não atua nessa categoria no Brasil diz Aragão, sem dar mais detalhes. Além da Bioleve, fazem parte do Grupo Flasa a Flasa Engenharia e Construção (que atende, entre outros clientes, a Prefeitura de São Paulo com a construção de conjuntos habitacionais), e a fabricante de confeitos Mix. Em 2007, a Bioleve criou em Lindóia uma linha de produção de embalagens, que consome 26 toneladas de composto de PET por semana. "Tínhamos um alto custo de frete", afirma Aragão. A distribuição está concentrada no Sudeste, mas os seus produtos também chegam ao Paraná, Santa Catarina, Goiás e Brasília. Ao todo, são cerca de 500 distribuidores, que também se encarregam da venda do portfólio da Mix. A fabricante de itens de confeitaria é líder em produtos como pasta americana e corantes. A empresa, que tem como sócio outro engenheiro, Fernando Giannini, começou agora a exportar para os Estados Unidos, principal mercado mundial de confeitos. "Nosso próximo destino é o Canadá", diz Giannini.