sexta-feira, 22 de junho de 2012
Bioleve lança água com colágeno e energético popular
Autor(es): Por Daniele Madureira | De São Bernardo do Campo (SP)
Valor Econômico - 20/06/2012
O mercado de água mineral gira em torno de R$ 2 bilhões ao ano no Brasil. Mas não foi isso o que influenciou o ex-vice presidente do Credibanco, Flávio Aragão, quando ele decidiu comprar, no fim dos anos 80, uma área de 120 hectares em Lindóia, a 156 quilômetros da capital paulista. "Queria preparar a minha aposentadoria", diz o engenheiro industrial, hoje com 66 anos.
No local onde construiu uma casa de veraneio de 1,2 mil metros 2 para a família, ele pretendia fazer um lago, mas descobriu uma fonte de água mineral. O que serviria apenas como opção de lazer se transformou na Bioleve, fabricante de bebidas que responde pela metade do faturamento anual de R$ 120 milhões do Grupo Flasa, comandado por Aragão. Agora, a ordem é rejuvenescer: a empresa prepara o lançamento de uma água com propriedades funcionais, que promete melhorar a textura da pele.
Na pesquisa e desenvolvimento da água com colágeno, fibras e vitaminas a Bioleve está investindo R$ 1 milhão. A novidade deve chegar ao varejo dentro de três meses e, segundo Aragão, não tem similares no país. "Na Europa, a água com propriedades funcionais é uma tendência", diz o empresário, que pretende voltar a comunicação do produto à terceira idade. O colágeno é uma proteína responsável pela elasticidade da pele e cuja produção começa a diminuir com o tempo. A Bioleve já fabrica a Bio Flavor, uma água com sabor e enriquecida com fibras e vitaminas E, B3, B6 e B12. "Vamos relançar a Bio Flavor com colágeno", diz ele.
A Bioleve é a quarta colocada no ranking nacional de volume envasado de água mineral, um mercado extremamente pulverizado, marcado por empresas regionais, mas que vem chamando a atenção de multinacionais como a Nestlé e a Coca-Cola Femsa. A Bioleve está atrás do Grupo Edson Queiroz (dono das marcas Indaiá e Minalba), da Schincariol e da Ouro Fino. "Nosso crescimento tem sido de 15% a 20% ao ano nos últimos anos mas, este ano, vamos crescer 10%, para R$ 60 milhões", afirma Aragão. "Há um excesso de oferta de água e os preços ficam reprimidos, o que nos faz investir em produtos de maior valor agregado, como a água com colágeno", diz ele.
A empresa tem diversificado o portfólio nos últimos anos, com o lançamento de chás, isotônicos, refrigerantes e sucos. Há três meses, lançou o energético Bio Energy. "O produto está tendo uma ótima aceitação, em especial nas classes C e D", diz Aragão. O Bio Energy é cerca de 30% mais barato que o Red Bull, líder da categoria. No energético e na mudança de embalagem de algumas linhas, como a Prime, de águas, a Bioleve está investindo outros R$ 2 milhões este ano.
A empresa, que já fornece água mineral "personalizada" para as redes Burger King, Frango Assado, Habib"s, Ragazzo, além da seguradora Porto Seguro e da Azul Linhas Aéreas (a marca de terceiros aparece ao lado do nome Bioleve) negocia agora a produção terceirizada de sucos para uma grande multinacional, que ainda não atua nessa categoria no Brasil diz Aragão, sem dar mais detalhes.
Além da Bioleve, fazem parte do Grupo Flasa a Flasa Engenharia e Construção (que atende, entre outros clientes, a Prefeitura de São Paulo com a construção de conjuntos habitacionais), e a fabricante de confeitos Mix. Em 2007, a Bioleve criou em Lindóia uma linha de produção de embalagens, que consome 26 toneladas de composto de PET por semana. "Tínhamos um alto custo de frete", afirma Aragão.
A distribuição está concentrada no Sudeste, mas os seus produtos também chegam ao Paraná, Santa Catarina, Goiás e Brasília. Ao todo, são cerca de 500 distribuidores, que também se encarregam da venda do portfólio da Mix.
A fabricante de itens de confeitaria é líder em produtos como pasta americana e corantes. A empresa, que tem como sócio outro engenheiro, Fernando Giannini, começou agora a exportar para os Estados Unidos, principal mercado mundial de confeitos. "Nosso próximo destino é o Canadá", diz Giannini.
sábado, 16 de junho de 2012
Água mineral com gás faz mal para a saúde, aumenta celulite ou engorda?
Quantas vezes você já ouviu falar coisas sobre a água mineral com gás tipo: faz mal para a saúde, aumenta celulite, engorda...
O que será que existe de verdade nessas afirmações?
A água mineral com gás não tem nenhum tipo de componente prejudicial ao seu organismo. Na realidade, a água com gás só é prejudicial se for consumida em excesso ou se a pessoa tiver alguma sensibilidade, assim como ocorre com qualquer outra bebida. Por exemplo, pessoas que são hipertensas devem evitar o seu consumo excessivo, devido à quantidade de sódio, que pode contribuir para elevação da pressão arterial.
Um dilema antigo que ainda persiste diz respeito à possibilidade da água mineral com gás aumentar a celulite. Saiba que o vilão da história não é o gás, mas, sim, o açúcar e o sódio contido nas bebidas com gás, principalmente nos refrigerantes. Enquanto o excesso de açúcar pode levar ao acúmulo de gordura nas células, devido à elevação do nível de insulina no sangue, o excesso de sódio pode aumentar a retenção de água, causando inchaço, sendo estes dois gatilhos importantes para o aparecimento da indesejada celulite.
A água com gás não tem calorias, portanto NÃO ENGORDA. O consumo exagerado da água com gás pode até provocar alguma dilatação no estômago, mas não deixe que isso sirva como desculpa para você comer além do necessário, pois o EXCESSO de calorias que provocará um aumento de gordura corporal.
Fica aqui uma dica. Para quem gosta de correr, não é aconselhável beber água com gás antes ou durante o treino. O gás da água pode provocar a dilatação gástrica e causar um mal estar, obrigando a diminuir o ritmo ou até mesmo parar o treino.
Prof. Gil - Academia FW
Saúde em alta performance
Postado por Prof. Gil
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Benefícios da Água Mineral para o Corpo
Tome um porre de água.
Você pode até torcer o nariz, mas esse líquido é vital. Mais do que a comida1. Saiba por que oito copos de água por dia são importantes.
Ao nascer, o ser humano é feito quase 80% de água. Com o passar do tempo, o tonei vai se esvaziando. Mas tudo bem, não se perde tanto assim: ainda restam expressivos 71% de líquido no organismo. Tanta água significa uma enxurrada de importância. Formada por sais minerais, como magnésio, sódio e potássio, ela regula a temperatura do corpo,
desintoxica, entra na composição do sangue e permite o bom funcionamento dos órgãos. Só para se ter uma idéia, é por meio dela que acontece o processo de alimentação das células e eliminação de todos os seus resíduos.
Mesmo em descanso, o organismo elimina líquido pela pele ou na respiração. São as chamadas perdas insensíveis, responsáveis pela liberação diária de 500 ml.
Quando a água perdida deixa de ser reposta, o corpo fica desidratado. O organismo passa, então, a absorver do sangue e de outros órgãos a dose de que precisa. Enquanto isso o hipo-tálamo, estrutura que fica no cérebro, manda à glândula hipófise a mensagem para aumentar a produção do hormônio antidiurético (ADH), que, além de reduzir o volume de urina, proporciona a sensação de sede o relógio interno que marca a quantas anda o combustível vital.
O ideal é não esperar a sede chegar. Por isso os médicos costumam indicar que se bebam goles e mais goles ao longo do dia. “Pelo menos 1,5 litro de líquido por dia, ou seja, oito copos”, aconselha João Curvo, nu-trólogo do Rio de Janeiro. Veja a seguir os oitos motivos principais para você encher a cara de água.
Ajuda a emagrecer
A pessoa come menos e se sente saciada. As fibras, presentes nos alimentos como legumes, frutas e verduras, se incham como uma esponja quando em centato com a água – o que proporciona aquela sensação de estômago cheio, mas com menos alimentos. Além disso, como toda reação orgânica, o metabolismo (transformação do alimento em energia) depende da água. “Não quer dizer que a água queima calorias, mas sem ela o organismo trabalha mais lentamente”, explica Curvo.
Faz o intestino funcionar melhor
A água hidrata a parede desse órgão. Assim ele se movimenta mais rápido. “Como um motor bem lubrificado”, compara Curvo. É justamente com o requebrar do intestino que o corpo consegue expulsar os resíduos de alimentos que não vai aproveitar. E mais: de nada adianta comer itens ricos em fibras para fazer o aparelho digestivo trabalhar se não houver água. “Fibras sem líquido levam à prisão de ventre”, alerta Curvo.
Publicado em Beneficios da agua, Dicas de saúde
domingo, 6 de novembro de 2011
O gosto da água
Publicado em 04 novembro 2011
A universalização da água vai da agricultura até a harmonização de cardápios, como acontece tradicionalmente com o vinho.
Cada vez mais surgem bares que vêm se dedicando a especialidade de servir “água”. Água com designação de origem, com características especiais. Água para matar a sede, e especialmente para ser apreciada, interpretada, saboreada, degustada.
O direito à água integra a Declaração dos Direitos Humanos, Artigo 03, que se refere ao direito à vida (ONU).
A nossa água, nativa, é orientada pelo Código de Águas do Brasil, conforme o Decreto-Lei 7.841, de 08 de agosto 1945, que diz: “águas minerais são aquelas provenientes de fontes naturais ou que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns (…)”.
Há um crescente processo de valorização da água mineral no seu conceito de “terroir”, para se garantir identidade, e demais elementos singulares, onde a marca, a embalagem, a validade, a composição mineral, formam os principais indicadores para se ter acesso ao tipo, e ao sabor. Todos esses elementos compõem os rituais de uma verdadeira degustação e análise, como ocorre com os vinhos e outras bebidas.
Segundo a “Mineral water of the world”, há mais de 3500 marcas no mercado, em 135 países, o que resulta em muitas ofertas, e num cardápio de diferentes sabores, procedências e características.
A água é avaliada desde suas propriedades minerais até a embalagem. Pois, a embalagem, além de garantir a qualidade de tão precioso líquido, anuncia e dá identidade à marca.
Muitas vezes as embalagens são especialmente desenhadas e “assinadas”, como, por exemplo, é o caso de Jean-Paul Gaultier que desenhou garrafas que foram produzidas com o cristal “Baccarat”. Ainda nesse contexto de embalagens notáveis com designer especial estão as marcas “Bling” (USA) e “Vois” (Noruega).
Certamente a água é a bebida mais popular, uma bebida necessária e fundamental. Uma bebida que vem ganhando especialistas em sua degustação, apreciação; nas misturas, e nas criações de se fazer drinques de águas minerais.
As atribuições medicinais da água mineral que sempre distinguiram um consumo qualitativo e definiram um mercado, agora se ampliam para a gastronomia.
O crescente consumo de água mineral indica preferências por procedência, estância hidromineral, composição da água, embalagem entre demais fatores que valorizam, e dão opções para o seu consumo.
Alcalinas-bicabornatada, alcalinas-terrosas, sulfatadas, nitratadas, cloretadas, ferruginosas, carbogasosas, são algumas das características e propriedades encontras na composição das águas minerais.
Tudo isso reforça a busca crescente de produtos naturais e saudáveis no mundo. Pois, crê-se que ao beber água mineral também se bebe a natureza.
Sem dúvida, a água é um caso que une memórias ancestrais com o “glamour” da gastronomia do século 21. Interpreta-se, atualmente, a água mineral como uma bebida para a harmonização de cardápios.
O consumo de água mineral no mundo é maior do que o de refrigerantes (2007), e esse fato revela a crescente busca pelos sabores verdadeiramente “telúricos”.
Também, são muito valorizadas as águas de certas geleiras, de montanhas famosas, de localidades com solo vulcânico; de regiões que agreguem uma história, um sentido especial e particular, pois ao se beber aquela água mineral “bebe-se o lugar”.
É o mundo líquido nas suas muitas possibilidades: é a melhor “seiva” que se oferece à boca. É uma busca à mesa pela natureza. Prevalece um sentimento ancestral de purificação.
* Raul Lody é antropólogo, museólogo, pesquisador na área de alimentação com diversos livros publicados e, entre outras atividades, é idealizador do Museu de Gastronomia Baiana
A universalização da água vai da agricultura até a harmonização de cardápios, como acontece tradicionalmente com o vinho.
Cada vez mais surgem bares que vêm se dedicando a especialidade de servir “água”. Água com designação de origem, com características especiais. Água para matar a sede, e especialmente para ser apreciada, interpretada, saboreada, degustada.
O direito à água integra a Declaração dos Direitos Humanos, Artigo 03, que se refere ao direito à vida (ONU).
A nossa água, nativa, é orientada pelo Código de Águas do Brasil, conforme o Decreto-Lei 7.841, de 08 de agosto 1945, que diz: “águas minerais são aquelas provenientes de fontes naturais ou que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns (…)”.
Há um crescente processo de valorização da água mineral no seu conceito de “terroir”, para se garantir identidade, e demais elementos singulares, onde a marca, a embalagem, a validade, a composição mineral, formam os principais indicadores para se ter acesso ao tipo, e ao sabor. Todos esses elementos compõem os rituais de uma verdadeira degustação e análise, como ocorre com os vinhos e outras bebidas.
Segundo a “Mineral water of the world”, há mais de 3500 marcas no mercado, em 135 países, o que resulta em muitas ofertas, e num cardápio de diferentes sabores, procedências e características.
A água é avaliada desde suas propriedades minerais até a embalagem. Pois, a embalagem, além de garantir a qualidade de tão precioso líquido, anuncia e dá identidade à marca.
Muitas vezes as embalagens são especialmente desenhadas e “assinadas”, como, por exemplo, é o caso de Jean-Paul Gaultier que desenhou garrafas que foram produzidas com o cristal “Baccarat”. Ainda nesse contexto de embalagens notáveis com designer especial estão as marcas “Bling” (USA) e “Vois” (Noruega).
Certamente a água é a bebida mais popular, uma bebida necessária e fundamental. Uma bebida que vem ganhando especialistas em sua degustação, apreciação; nas misturas, e nas criações de se fazer drinques de águas minerais.
As atribuições medicinais da água mineral que sempre distinguiram um consumo qualitativo e definiram um mercado, agora se ampliam para a gastronomia.
O crescente consumo de água mineral indica preferências por procedência, estância hidromineral, composição da água, embalagem entre demais fatores que valorizam, e dão opções para o seu consumo.
Alcalinas-bicabornatada, alcalinas-terrosas, sulfatadas, nitratadas, cloretadas, ferruginosas, carbogasosas, são algumas das características e propriedades encontras na composição das águas minerais.
Tudo isso reforça a busca crescente de produtos naturais e saudáveis no mundo. Pois, crê-se que ao beber água mineral também se bebe a natureza.
Sem dúvida, a água é um caso que une memórias ancestrais com o “glamour” da gastronomia do século 21. Interpreta-se, atualmente, a água mineral como uma bebida para a harmonização de cardápios.
O consumo de água mineral no mundo é maior do que o de refrigerantes (2007), e esse fato revela a crescente busca pelos sabores verdadeiramente “telúricos”.
Também, são muito valorizadas as águas de certas geleiras, de montanhas famosas, de localidades com solo vulcânico; de regiões que agreguem uma história, um sentido especial e particular, pois ao se beber aquela água mineral “bebe-se o lugar”.
É o mundo líquido nas suas muitas possibilidades: é a melhor “seiva” que se oferece à boca. É uma busca à mesa pela natureza. Prevalece um sentimento ancestral de purificação.
* Raul Lody é antropólogo, museólogo, pesquisador na área de alimentação com diversos livros publicados e, entre outras atividades, é idealizador do Museu de Gastronomia Baiana
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
CHUVAS TEM INFLUENCIA NA QUEDA DAS VENDAS DE AGUA MINERAL
domingo, 30 de janeiro de 2011
O verão costuma ser o melhor período de vendas para a indústria de água mineral. Mas este ano está sendo diferente. Quem trabalha no setor diz que as chuvas e os dias nublados provocaram uma redução de 10% nas vendas de água mineral. O verão de 2011 está sendo considerado o pior dos últimos 15 anos.
As consequências são pátios praticamente vazios, no Rio Grande do Norte, existem 15 indústrias de água mineral. Cerca de 1,500 funcionários. O presidente do sindicato da indústria de água mineral diz que o prejuízo pode atrapalhar o andamento do setor ano longo do ano.
- Nós tivemos praticamente 25 dias de chuvas ininterruptas e isso tem uma influência forte na expectativa que é gerada nos empresários com relação a demanda. É preciso que o empresário esteja alerta para ajuste e que isso não comprometa lá na frente quando o inverno chegar realmente – analisa Roberto Serquiz, presidente do sindicato da indústria de água mineral.
Fonte: Intertv
O verão costuma ser o melhor período de vendas para a indústria de água mineral. Mas este ano está sendo diferente. Quem trabalha no setor diz que as chuvas e os dias nublados provocaram uma redução de 10% nas vendas de água mineral. O verão de 2011 está sendo considerado o pior dos últimos 15 anos.
As consequências são pátios praticamente vazios, no Rio Grande do Norte, existem 15 indústrias de água mineral. Cerca de 1,500 funcionários. O presidente do sindicato da indústria de água mineral diz que o prejuízo pode atrapalhar o andamento do setor ano longo do ano.
- Nós tivemos praticamente 25 dias de chuvas ininterruptas e isso tem uma influência forte na expectativa que é gerada nos empresários com relação a demanda. É preciso que o empresário esteja alerta para ajuste e que isso não comprometa lá na frente quando o inverno chegar realmente – analisa Roberto Serquiz, presidente do sindicato da indústria de água mineral.
Fonte: Intertv
domingo, 23 de janeiro de 2011
Até 2014 coleta seletiva estará implantada em todo Brasil
18 / 01 / 2011
Em quatro anos, no dia 3 de agosto de 2014, o Brasil estará livre dos lixões a céu aberto, presentes em quase todos os municípios brasileiros. Isso é o que define o artigo nº 54 da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), recentemente regulamentada por Decreto Presidencial, em 23 de dezembro de 2010. Também ficará proibido, a partir de 2014, colocar em aterros sanitários qualquer tipo de resíduo que seja passível de reciclagem ou reutilização.
Isso significa que os municípios brasileiros, para se adequar a nova legislação, terão que criar leis municipais para a implantação da coleta seletiva.
Uma outra data definida na regulamentação da PNRS é quanto à elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Pela regulamentação, a União, por meio do Ministério do Meio Ambiente, tem 180 dias de prazo, a contar da publicação do Decreto, para elaborar a proposta preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, com vigência por prazo indeterminado e horizonte de 20 anos, devendo ser atualizado a cada quatro. A proposta do plano será submetida à consulta pública, pelo prazo mínimo de 60 dias.
Em sua versão preliminar, o Plano de Resíduos Sólidos vai definir metas, programas e ações para todos os resíduos sólidos. Para sua construção, a ser coordenada por um comitê interministerial, será utilizada a experiência e estudos sobre resíduos sólidos já acumulados em 18 estados da Federação.
O Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos, será coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e composto por nove ministérios mais a Casa Civil e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.
Logística reversa – De acordo com o texto do Decreto, logística reversa é o instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.
A regulamentação definiu como se dará a responsabilidade compartilhada no tratamento de seis tipos de resíduos e determinou a criação de um comitê orientador para tratar destes casos específicos. São eles: pneus; pilhas e baterias; embalagens de agrotóxicos e óleos lubrificantes além das lâmpadas fluorescentes e dos eletroeletrônicos. O comitê orientador vai também definir cronograma de logística reversa para um outro conjunto de resíduos que inclui as embalagens e produtos que provoquem impacto ambiental e na saúde pública.
Os instrumentos para operar os sistemas de logística reversa são: acordos setoriais; regulamentos expedidos pelo Poder Público; ou termos de compromisso.
O Secretário de Recursos Hídricos de Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Silvano Silvério, explica que pela nova lei, o cidadão passa a ser obrigado a fazer a devolução dos resíduos sólidos no local, a ser previamente definido pelo acordo setorial e referendado em regulamento, podendo ser onde ele comprou ou no posto de distribuição. Segundo ele, a forma como se dará essa devolução, dentro de cada cadeia produtiva, será definida por um comitê orientador, a ser instalado ainda no primeiro semestre de 2011.
Atualmente, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece, por meio de Resolução, os procedimentos para o descarte ambientalmente correto de quatro grupos de resíduos. São eles: pneus(Resolução 362/2005); pilhas e baterias (Resolução 257/1999); óleos lubrificantes (Resolução 258/1999); e embalagens de agrotóxicos (Resolução 334/2003 e Lei nº 9.974/2000). Os acordos setoriais ou os termos de compromisso servirão para revalidar ou refazer os que está definido nas resoluções e leis em vigor.
Embalagens - A novidade que a regulamentação traz é a obrigatoriedade da logística reversa para embalagens. O secretário explica que é possível aplicar o procedimento para todo o tipo de embalagem que entulham os lixões atualmente, inclusive embalagens de bebidas. Ele relata, inclusive, que o Ministério do Meio Ambiente já foi formalmente procurado pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) para informar que estão aptos a fazer a coleta de óleos lubrificantes. O MMA foi também procurado pela Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vdro (Abividro) que demonstrou interesse em implantar a logística reversa em embalagens de vidro.
Segundo ele, existem duas formas de se fazer a logística reversa para embalagens. Uma, de iniciativa do setor empresarial, que pode instituir o procedimento para uma determinada cadeia. A outra, de iniciativa do Poder Público. Neste caso, o primeiro passo é a publicação de edital, onde o comitê orientador dá início ao processo de acordo setorial. No edital estarão fixados o prazo, as metas e a metodologia para elaboração de estudos de impacto econômico e social.
Os acordos setoriais são atos de natureza contratual firmados entre o Poder Público e os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes visando à implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.
Depois de definidas as bases do acordo setorial, os setores envolvidos no processo de logística reversa definem como pretendem fazê-lo. A proposta é levada ao Governo Federal para análise. Estando em acordo ao que estabelece o edital, a proposta é acolhida e homologada via Comitê Orientador. A partir de então, o processo de logística reversa começa a ser implementado. O Governo Federal pode transformar o acordo em regra nacional por meio de regulamento..
O processo vale para os eletroeletrônicos. A partir do momento em que o Comitê Orientador definir o processo de logística reversa, ficará determinado onde o cidadão deve devolver seu resíduo. Silvano Silvério informa que o comitê orientador estabelecerá, por edital, o início dos acordos setoriais.
Catadores – A regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) dá atenção especial aos catadores de materiais recicláveis. Está definido, por exemplo, que o sistema de coleta seletiva de resíduos sólidos e a logística reversa priorizarão a participação de cooperativas ou de outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis constituídas por pessoas físicas de baixa renda.
Determina também que os planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos definam programas e ações para a participação dos grupos interessados, em especial das cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis também constituídas por pessoas físicas de baixa renda.
Diretrizes - A Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em agosto de 2010, contém as diretrizes para a gestão, o gerenciamento e o manejo dos resíduos sólidos. Ela também incentiva os fabricantes a adotar procedimentos adequados à produção de produtos não agressivos ao ambiente e à saúde humana e à destinação final correta dos rejeitos da produção.
Sua aprovação representou um amplo consenso envolvendo todos os atores que fazem parte dos mais diversos ciclos da produção de resíduos sólidos no Brasil.
Ela trata de temas amplos e variados que fazem parte do dia-a-dia das pessoas, envolvendo conceitos como área contaminada, ciclo de vida do produto, coleta seletiva, controle social, destinação final ambientalmente adequada, gerenciamento de resíduos, gestão integrada, reciclagem, rejeitos, responsabilidade compartilhada e reutilização.
A nova política é clara em definir de que forma se dará o gerenciamento dos resíduos, indicando inclusive sua ordem de prioridade que será a de não-geração, a de redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos. A nova política cria também um sistema nacional integrado de informações sobre resíduos sólidos. O sistema será responsável por recolher e divulgar informações com rapidez e qualidade.
(Fonte: Suelene Gusmão/ MMA)
Em quatro anos, no dia 3 de agosto de 2014, o Brasil estará livre dos lixões a céu aberto, presentes em quase todos os municípios brasileiros. Isso é o que define o artigo nº 54 da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), recentemente regulamentada por Decreto Presidencial, em 23 de dezembro de 2010. Também ficará proibido, a partir de 2014, colocar em aterros sanitários qualquer tipo de resíduo que seja passível de reciclagem ou reutilização.
Isso significa que os municípios brasileiros, para se adequar a nova legislação, terão que criar leis municipais para a implantação da coleta seletiva.
Uma outra data definida na regulamentação da PNRS é quanto à elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Pela regulamentação, a União, por meio do Ministério do Meio Ambiente, tem 180 dias de prazo, a contar da publicação do Decreto, para elaborar a proposta preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, com vigência por prazo indeterminado e horizonte de 20 anos, devendo ser atualizado a cada quatro. A proposta do plano será submetida à consulta pública, pelo prazo mínimo de 60 dias.
Em sua versão preliminar, o Plano de Resíduos Sólidos vai definir metas, programas e ações para todos os resíduos sólidos. Para sua construção, a ser coordenada por um comitê interministerial, será utilizada a experiência e estudos sobre resíduos sólidos já acumulados em 18 estados da Federação.
O Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos, será coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e composto por nove ministérios mais a Casa Civil e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.
Logística reversa – De acordo com o texto do Decreto, logística reversa é o instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.
A regulamentação definiu como se dará a responsabilidade compartilhada no tratamento de seis tipos de resíduos e determinou a criação de um comitê orientador para tratar destes casos específicos. São eles: pneus; pilhas e baterias; embalagens de agrotóxicos e óleos lubrificantes além das lâmpadas fluorescentes e dos eletroeletrônicos. O comitê orientador vai também definir cronograma de logística reversa para um outro conjunto de resíduos que inclui as embalagens e produtos que provoquem impacto ambiental e na saúde pública.
Os instrumentos para operar os sistemas de logística reversa são: acordos setoriais; regulamentos expedidos pelo Poder Público; ou termos de compromisso.
O Secretário de Recursos Hídricos de Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Silvano Silvério, explica que pela nova lei, o cidadão passa a ser obrigado a fazer a devolução dos resíduos sólidos no local, a ser previamente definido pelo acordo setorial e referendado em regulamento, podendo ser onde ele comprou ou no posto de distribuição. Segundo ele, a forma como se dará essa devolução, dentro de cada cadeia produtiva, será definida por um comitê orientador, a ser instalado ainda no primeiro semestre de 2011.
Atualmente, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece, por meio de Resolução, os procedimentos para o descarte ambientalmente correto de quatro grupos de resíduos. São eles: pneus(Resolução 362/2005); pilhas e baterias (Resolução 257/1999); óleos lubrificantes (Resolução 258/1999); e embalagens de agrotóxicos (Resolução 334/2003 e Lei nº 9.974/2000). Os acordos setoriais ou os termos de compromisso servirão para revalidar ou refazer os que está definido nas resoluções e leis em vigor.
Embalagens - A novidade que a regulamentação traz é a obrigatoriedade da logística reversa para embalagens. O secretário explica que é possível aplicar o procedimento para todo o tipo de embalagem que entulham os lixões atualmente, inclusive embalagens de bebidas. Ele relata, inclusive, que o Ministério do Meio Ambiente já foi formalmente procurado pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) para informar que estão aptos a fazer a coleta de óleos lubrificantes. O MMA foi também procurado pela Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vdro (Abividro) que demonstrou interesse em implantar a logística reversa em embalagens de vidro.
Segundo ele, existem duas formas de se fazer a logística reversa para embalagens. Uma, de iniciativa do setor empresarial, que pode instituir o procedimento para uma determinada cadeia. A outra, de iniciativa do Poder Público. Neste caso, o primeiro passo é a publicação de edital, onde o comitê orientador dá início ao processo de acordo setorial. No edital estarão fixados o prazo, as metas e a metodologia para elaboração de estudos de impacto econômico e social.
Os acordos setoriais são atos de natureza contratual firmados entre o Poder Público e os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes visando à implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.
Depois de definidas as bases do acordo setorial, os setores envolvidos no processo de logística reversa definem como pretendem fazê-lo. A proposta é levada ao Governo Federal para análise. Estando em acordo ao que estabelece o edital, a proposta é acolhida e homologada via Comitê Orientador. A partir de então, o processo de logística reversa começa a ser implementado. O Governo Federal pode transformar o acordo em regra nacional por meio de regulamento..
O processo vale para os eletroeletrônicos. A partir do momento em que o Comitê Orientador definir o processo de logística reversa, ficará determinado onde o cidadão deve devolver seu resíduo. Silvano Silvério informa que o comitê orientador estabelecerá, por edital, o início dos acordos setoriais.
Catadores – A regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) dá atenção especial aos catadores de materiais recicláveis. Está definido, por exemplo, que o sistema de coleta seletiva de resíduos sólidos e a logística reversa priorizarão a participação de cooperativas ou de outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis constituídas por pessoas físicas de baixa renda.
Determina também que os planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos definam programas e ações para a participação dos grupos interessados, em especial das cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis também constituídas por pessoas físicas de baixa renda.
Diretrizes - A Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em agosto de 2010, contém as diretrizes para a gestão, o gerenciamento e o manejo dos resíduos sólidos. Ela também incentiva os fabricantes a adotar procedimentos adequados à produção de produtos não agressivos ao ambiente e à saúde humana e à destinação final correta dos rejeitos da produção.
Sua aprovação representou um amplo consenso envolvendo todos os atores que fazem parte dos mais diversos ciclos da produção de resíduos sólidos no Brasil.
Ela trata de temas amplos e variados que fazem parte do dia-a-dia das pessoas, envolvendo conceitos como área contaminada, ciclo de vida do produto, coleta seletiva, controle social, destinação final ambientalmente adequada, gerenciamento de resíduos, gestão integrada, reciclagem, rejeitos, responsabilidade compartilhada e reutilização.
A nova política é clara em definir de que forma se dará o gerenciamento dos resíduos, indicando inclusive sua ordem de prioridade que será a de não-geração, a de redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos. A nova política cria também um sistema nacional integrado de informações sobre resíduos sólidos. O sistema será responsável por recolher e divulgar informações com rapidez e qualidade.
(Fonte: Suelene Gusmão/ MMA)
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Água mineral em Laguna não se compra mais no mercado
Geral - 29/12/2010 - 01h13min
Laguna - Em Laguna, comunidade e turistas encontraram uma forma de economizar. Ao invés de comprar água mineral nos mercados e distribuidoras vão direto na fonte, mais precisamente, na Fonte da Carioca, no centro histórico.
Revitalizada este ano pelo Governo Municipal e Iphan, o espaço tem seis vertentes de água, por mês liberam dois milhões de litros do líquido mineral.
Um garrafão de plástico, cinco litros, no mercado custa em média R$ 5. No verão, o consumo aumenta, uma família de cinco membros, utiliza mais de quatro galões por mês. No final dos 30 dias um total de R$ 20. Uma economia revertida para comprar mantimentos e a cerveja gelada para o churrasco.
O vai e vem de pessoas com garrafas plásticas e comum no final e início do dia. Caso do Lindomar Rodrigues que não compra mais água mineral no mercado. “Quando o garrafão sai de validade eu compro um novo para poder levar a água da Fonte”, conta ele. Mora no Mar Grosso e frequenta o espaço, pois considera a água “fresquinha e saudável”, conta.
O sabor apreciado por seu Lindomar, característica da água mineral, foi comprovado com estudos da riqueza mineral da Fonte da Carioca.
Sérgio Guedes a cada duas semanas engarrafa o líquido. Leva para casa dois garrafões. Divide em pequenas jarras e coloca na geladeira.
A Vigilancia Sanitária alerta os consumidores sobre os cuidados com o manuseio, validade do garrafão e também deixar o líquido em local arejado.
A antropóloga italiana Piera Talin, cursa a Ufsc, em Florianópolis, visitou o local pela primeira vez nesta semana. Já sabia das maravilhas da água, mas quis conferir e saborear de perto. “ Muito boa e fresquinha. Vou levar algumas garrafas”, disse ela.
Desde o ano de 1863, através da construção com paredes brancas, que os habitantes do município e visitantes utilizam a água, que surge da terra.
O público conhece a casa das nascentes, que ganhou vidro e revestimento cerâmico. Os velhos canos de PVC, que transportavam a água da Fonte da Carioca, e as torneiras foram substituídos por material inoxidável.
A nova estrutura oferece maior segurança sanitária para a população, preservando a qualidade da água.
Laguna é uma das únicas cidades do Sul do Estado com fonte de água mineral pública.
O projeto elaborado pela arquiteta Ana Paula Fogaça da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação, foi licitado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, que investiu na obra cerca de R$224 mil.
O trabalho obedece as normas do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Fonte dos namorados
No início da sua colonização, Laguna tinha três fontes de água que abastecia a cidade.
A fonte da Figueirinha (onde supostamente Anita e Guiseppe Garibaldi se conheceram), Campo de Fora e da Carioca, a única preservada ainda hoje.
A fonte da Carioca fica localizada ao lado da Casa Pinto Ulysséa. No pé do morro, a fonte é abastecida de água mineral, já comprovada por geólogos.
Antigamente, apenas uma pequena bica jorrava água. No ano de 1863, uma estrutura foi construída por escravos, muito comum na época, pois eles realizavam o trabalho braçal.
Foi denominada Carioca, que em tupi guarani significa casa branca ou oca.
A água da fonte foi por muito tempo, canalizada para prédios públicos e também para uma fonte ao lado do antigo Mercado.
Conforme o historiador Antônio Carlos Marega, o local se tornou um dos pontos turísticos da cidade, levando a fama de Fonte dos Namorados.
O motivo eram as idas e vindas das famílias até à fonte, uma atração para os visitantes.
Durante o passeio, os jovens solteiros trocavam olhares, muitos namoros começaram no trajeto até à fonte. A água da Carioca era levada pelas famílias que visitavam os lagunenses.
Foram nessas idas que casamentos iniciaram originando a fama do lugar.
No ano de 1876, o presidente da Província de Santa Catarina, João Capistrano Bandeira, através de uma lei, permitiu a organização de uma associação para conseguir um capital de cinco mil reis para o encanamento das águas da Carioca, até as proximidades das docas.
O objetivo era abastecer as embarcações. Um chafariz foi construído para este propósito. Cada barril de 20 litros de água, gerava 500 réis para a sociedade. Depois de 10 anos da organização, canos e o chafariz foram entregues para o poder municipal. Os canos podem ser ainda encontrados, já o chafariz foi destruído.
Secretaria de Comunicação Social do Governo Municipal de Laguna
Laguna - Em Laguna, comunidade e turistas encontraram uma forma de economizar. Ao invés de comprar água mineral nos mercados e distribuidoras vão direto na fonte, mais precisamente, na Fonte da Carioca, no centro histórico.
Revitalizada este ano pelo Governo Municipal e Iphan, o espaço tem seis vertentes de água, por mês liberam dois milhões de litros do líquido mineral.
Um garrafão de plástico, cinco litros, no mercado custa em média R$ 5. No verão, o consumo aumenta, uma família de cinco membros, utiliza mais de quatro galões por mês. No final dos 30 dias um total de R$ 20. Uma economia revertida para comprar mantimentos e a cerveja gelada para o churrasco.
O vai e vem de pessoas com garrafas plásticas e comum no final e início do dia. Caso do Lindomar Rodrigues que não compra mais água mineral no mercado. “Quando o garrafão sai de validade eu compro um novo para poder levar a água da Fonte”, conta ele. Mora no Mar Grosso e frequenta o espaço, pois considera a água “fresquinha e saudável”, conta.
O sabor apreciado por seu Lindomar, característica da água mineral, foi comprovado com estudos da riqueza mineral da Fonte da Carioca.
Sérgio Guedes a cada duas semanas engarrafa o líquido. Leva para casa dois garrafões. Divide em pequenas jarras e coloca na geladeira.
A Vigilancia Sanitária alerta os consumidores sobre os cuidados com o manuseio, validade do garrafão e também deixar o líquido em local arejado.
A antropóloga italiana Piera Talin, cursa a Ufsc, em Florianópolis, visitou o local pela primeira vez nesta semana. Já sabia das maravilhas da água, mas quis conferir e saborear de perto. “ Muito boa e fresquinha. Vou levar algumas garrafas”, disse ela.
Desde o ano de 1863, através da construção com paredes brancas, que os habitantes do município e visitantes utilizam a água, que surge da terra.
O público conhece a casa das nascentes, que ganhou vidro e revestimento cerâmico. Os velhos canos de PVC, que transportavam a água da Fonte da Carioca, e as torneiras foram substituídos por material inoxidável.
A nova estrutura oferece maior segurança sanitária para a população, preservando a qualidade da água.
Laguna é uma das únicas cidades do Sul do Estado com fonte de água mineral pública.
O projeto elaborado pela arquiteta Ana Paula Fogaça da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação, foi licitado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, que investiu na obra cerca de R$224 mil.
O trabalho obedece as normas do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Fonte dos namorados
No início da sua colonização, Laguna tinha três fontes de água que abastecia a cidade.
A fonte da Figueirinha (onde supostamente Anita e Guiseppe Garibaldi se conheceram), Campo de Fora e da Carioca, a única preservada ainda hoje.
A fonte da Carioca fica localizada ao lado da Casa Pinto Ulysséa. No pé do morro, a fonte é abastecida de água mineral, já comprovada por geólogos.
Antigamente, apenas uma pequena bica jorrava água. No ano de 1863, uma estrutura foi construída por escravos, muito comum na época, pois eles realizavam o trabalho braçal.
Foi denominada Carioca, que em tupi guarani significa casa branca ou oca.
A água da fonte foi por muito tempo, canalizada para prédios públicos e também para uma fonte ao lado do antigo Mercado.
Conforme o historiador Antônio Carlos Marega, o local se tornou um dos pontos turísticos da cidade, levando a fama de Fonte dos Namorados.
O motivo eram as idas e vindas das famílias até à fonte, uma atração para os visitantes.
Durante o passeio, os jovens solteiros trocavam olhares, muitos namoros começaram no trajeto até à fonte. A água da Carioca era levada pelas famílias que visitavam os lagunenses.
Foram nessas idas que casamentos iniciaram originando a fama do lugar.
No ano de 1876, o presidente da Província de Santa Catarina, João Capistrano Bandeira, através de uma lei, permitiu a organização de uma associação para conseguir um capital de cinco mil reis para o encanamento das águas da Carioca, até as proximidades das docas.
O objetivo era abastecer as embarcações. Um chafariz foi construído para este propósito. Cada barril de 20 litros de água, gerava 500 réis para a sociedade. Depois de 10 anos da organização, canos e o chafariz foram entregues para o poder municipal. Os canos podem ser ainda encontrados, já o chafariz foi destruído.
Secretaria de Comunicação Social do Governo Municipal de Laguna
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